Sabe aqueles dias que dá alegria só por estar viva, vivo esse dia hoje. Vivo essa sensação de vida bem vivida, de uma felicidade que não se esgota porque dialoga com outras redes de pessoas felizes.
Sensações mil pulsam em meu corpo e me fazem viajar: pelo conhecido, pelo desconhecido, pelo que ainda conhecerei, pelo que não conheço, pelo mundo.
E junto vem o desejo de viver, só de viver, sem me lembrar de nada mais: de mais gente que há no mundo, de mais sentimentos que existe. A vontade é da entrega, é me entregar e pronto!
E sentir isso depois de tantos meses é me sentir viva, é saber que tudo pode e deve dar certo.
É saber ou sentir que viver é apenas isso, viver, sentir, estar no mundo.
E esse mundo dá tantas voltas que um dia eu quero parar nas voltas que o mundo dá.
E por enquanto sigo meu caminho, num passo às vezes lento, às vezes rápido mas em direção a algo que não sei o que pode ser mas que representa vida bem vivida!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Pensamentos
Nesse momento eu queria tanta
coisa e ao mesmo tempo nada. São tantos os desejos e dentro de mim tantas
certezas, ou será só um monte de pensamentos positivos? Não sei, mas tem dias
que me vejo como em um sonho e a sensação é de estar me vendo viver, o que não
é ruim, porém angustiante.
Tantas coisas desejo e as vejo
perto de mim, mas sem poder tocá-las e isso trás mais angústia. É como se eu tivesse certeza de tudo que
acontecerá, porém sinto como se tivesse que viver tudo o que tenho vivido
ultimamente e me pergunto por quê. Também
tenho a sensação de estar vivendo tudo de novo, como um dejavour, o que trás
fascinação e também resistência.
Talvez a coisa mais importante
que eu tenha decidido, nos últimos tempos, tenha sido não pensar tanto, não
planejar, aceitar e viver. Nessa última semana tiveram dias que me senti tão
cheia de sentimentos e tão vazia que não tinha como não me sentir perdida. Não
que não saiba o que quero, mas a forma como a realidade se apresenta me
balança, me questiona, me empurra para lugares e pessoas que eu só me pergunto
o por quê. Não que eu quisesse ou achasse que tudo seria ou é fácil, mas
gostaria de ter a sensação de fluidez.
Ao mesmo tempo, não considero que
o que tem me acontecido seja ruim, penso só que é um aprendizado, talvez seja a
vida me empurrando para refazer planos, repensar os meus sonhos e as minhas
necessidades. E o que mais tenho feito é me questionar e questionar, por
exemplo, o valor do dinheiro. Todos os meus medos nesse momento tem como plano
de fundo o medo do amanhã, o medo da falta de dinheiro, da falta de
perspectivas. E me ponho a pensar que a vida é isso, é viver o hoje sem pensar
no amanhã porque até podemos pensar, mas nunca teremos a certeza de que esse é
o caminho ou de que teremos uma vida confortável durante toda a nossa
existência.
Mudar de vida, de lugares, de
pessoas é uma experiência que não tenho como descrever em palavras. Quantas
vezes eu quis, desejei estar onde estou hoje. Quantos dias e noites sonhei,
tive medo, angústia e hoje isso tudo parece que faz parte de outra vida. Penso
também que tantas pessoas tenho conhecido com as mesma inquietudes e os mesmos
sonhos. Com a mesma felicidade besta de estar fazendo aquilo que o coração e a
alma pedem. Às vezes também tem o questionamento, será que é loucura viver fora
do programado? Fora do que o sistema pede? Em um mundo que cobra cada vez mais
dedicação ao trabalho, ao consumo, talvez seja loucura deixar tudo para
realizar sonhos. Deixar o “seguro” para viver o inseguro. Deixar os seus para
conhecer os outros. Sair da zona de conforto para viver no mundo, literalmente
no mundo.
Tenho dito e pensado que seria
ótimo dormir e acordar com a minha vida em ordem e apenas lembrar desse
período, não que esteja infeliz, mas um pouco atordoada de tantas sensações
(que confesso que eu mesma busco). Questiono-me se quando me planejei previ que
o imprevisto podia ser muito mais mental do que material. Sofro menos de
adaptação, de saudade, do que das coisas que o dia a dia me apresenta. São tantas
coisas a resolver por dia que quando a noite chega, o sono vem mas o corpo não
descansa, me sinto em alerta. Sinto-me como um navegante antigo que sai ao mar
sem uma única certeza de que voltará, apenas carrega consigo os seus sonhos que
também podem ser os sonhos de um mundo inteiro.
Tenho muito a agradecer porque
confesso que a vida é por demais boa comigo. A vida sempre me permitiu ver o
mundo com cores coloridas, sou redundante porque acredito que não bastam cores,
há que ser colorido. Há que mirar um mundo de cores para vivenciar os caminhos
do coração. É difícil se entregar ao mundo e a um dia de cada vez. É difícil
tentar pensar em um ano depois e não ter certeza de nada. É a roda vida, a roda
da vida que às vezes nos brinda com muito mais do que dormir e acordar. E sem
ser por demais romântica, eu me sinto em um conto de fadas, daqueles como Alice
no país das maravilhas. Daqueles que se tem certeza de que todos os dias
acontecem milagres.
Sei que o meu costume de olhar o
mundo com olhos curiosos, alegres e positivos faz toda a diferença agora,
porque a cada dificuldade o que fica por último são as boas gargalhadas de que
mesmo com o fracasso, a beleza da vida continua viva e pulsante. Acredito que a
minha vontade de estar viva é tão grande que me faz viva, me faz fluida, me faz
transparente e com toda a fé que carrego, mesmo nas horas difíceis, ela se
torna fácil. Considero-me uma pessoa de sorte por me permitir crescer com os
erros, com os fracassos, com o caos, com as incertezas, com a fome de querer
mais e de ser mais. E me ponho a pensar, o que será dessa menina do sertão da
Bahia? O que será que essas tantas estradas vão a promover? Porque dentro de
mim uma voz me diz que deixe o medo de lado e segure na mão da fé, aquela que
remove montanhas, aquela que o povo desse mesmo sertão conhece tão bem, aquela
que faz do meu país algo único e por isso cria seres humanos, que mais do que
viver, querem uma vida bem vivida, cheia de histórias que quando se conta
parece saída de um romance ou de um conto de fadas.
Despeço-me porque de tanto pensar
a cabeça se põe vazia, com as dúvidas rondando longe e perto, com algumas
insatisfações, mas cheia, repleta de querer bem, de amor, de desejo, de sonhos,
de vontade de fazer diferente porque para realizar sonhos é preciso ter coragem
de sonhar e de sair de onde se está para se lançar numa aventura que não se
sabe aonde vai parar.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Era dia, mas parecia noite sem estrelas, sem lua.
Não havia sensação de vazio, mas também não havia preenchimento.
Não era tristeza, mas também a alegria não aparecia de surpresa, tinha que procurar.
O peito guardava tantos sentimentos que eles pulavam para fora sem pedir licença.
Diante de tudo isso, as lágrimas caíam para lavar os olhos.
Creio que era tanta vida que não cabia em uma só.
O desejo de agarrá-la de uma vez, transformava o percusso natural em uma montanha russa.
Todo dia aprendia que viver só se aprende vivendo um dia de cada vez, mas queria respostas prontas.
A vida ria, dançava e a fazia aprender a ter paciência de vivenciar a sua vida.
E de cada dia se fazia uma vida nova....
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Meio...inteira
E hoje eu penso que por mais que tente, estou atrelada a padrões
sociais, a questionamentos sociais, aquela velha história: O que vão pensar se
eu disser isso? O que vão pensar se eu fizer isso? E se eu exagero o que vão
dizer de mim?
E eu só gostaria de ser assim, livre, de não ser nada, de sorrir quando
sentisse vontade, de falar o que viesse a cabeça, de abraçar e beijar o que
quer que fosse.
E para ser e fazer tudo isso é mais difícil do que ser e fazer o que se
espera, o que está já aceito.
E agora o que será de mim que não aprendo? O que será de mim que sempre
repito aqueles padrões que estão à margem?
E agora José????
Eu não sei, eu só sei que sou assim...meio certa e meio errada; meio
tudo isso e meio nada; meio multidão e meio só; meio moderna e meio careta;
meio mulher e meio homem; meio e inteira porque só sendo assim eu poderia estar
completa, completa de mim mesma, completa de uma essência que não existe mais
no mundo, porque é minha e a mim foi dada de presente para que (talvez) eu
possa distribuí-la um pouco pelo mundo, deixando marcas, deixando lembranças ou
não deixando nada.
Tudo isso só reforça que a vida é construção diária, assim como a
vontade de ser só eu (meio e nada; meio e inteira; e mesmo assim intensa de
sensações, desejos e vida).
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Caminhos
São tantos os caminhos que a vontade é de se perder.
São tantos os caminhos, tais quais as possibilidades de ser feliz.
São tantos os caminhos que meus olhos parecem um caleidoscópio quando vejo-os.
São tantos os caminhos do meu coração.
São tantos os caminhos dos meus sonhos.
São tantos os caminhos que costuram minha vida e me fazem viva.
São tantos os caminhos que a estrada não tem tamanho, ela segue o tamanho dos meus sonhos.
Sonhos que fazem esses tantos caminhos e que me fazem ser essas tantas pessoas.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O Despertar da Vida
O despertar da vida ou seria para a vida? Me indago perguntando e também querendo uma resposta.
Não sei se desperto ou se adormeço. Se sigo ou se paro.
E que tanto despertar de sonhos e desejos é esse?
Ao fechar os olhos o que passa em minha cabeça são tantas imagens que de fato não consigo adormecer.
Talvez seja o tal despertar da alma. O que antes podia ser incerteza, agora insiste em se fazer certeza, quiçá seja a arte da sobrevivência.
A vida me desperta para o vivido e para o novo e clama por mais: mais calma, mais experiência, mais querer, mais vivacidade.
E assim eu me desperto para o mundo, o mundo dos saberes já sabidos!
Não sei se desperto ou se adormeço. Se sigo ou se paro.
E que tanto despertar de sonhos e desejos é esse?
Ao fechar os olhos o que passa em minha cabeça são tantas imagens que de fato não consigo adormecer.
Talvez seja o tal despertar da alma. O que antes podia ser incerteza, agora insiste em se fazer certeza, quiçá seja a arte da sobrevivência.
A vida me desperta para o vivido e para o novo e clama por mais: mais calma, mais experiência, mais querer, mais vivacidade.
E assim eu me desperto para o mundo, o mundo dos saberes já sabidos!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Saí a buscar um lugar para viver e daqui descubro que esse lugar já é tão conhecido e tão querido. Agora eu me pergunto porque ter que andar tanto para reconhecer? Talvez de lá eu não tivesse coragem de admitir; talvez não quisesse ter que ouvir tanta coisa; ter que explicar que não é loucura, que é um desejo intenso, que é o reconhecimento de um lugar que já é seu.
Daqui a saudade é grande, a vontade de estar fisicamente também, mas a certeza de que o regresso acontecerá toma conta de mim. Talvez seja necessário rodar o mundo para se parar onde desde sempre se esteve. Talvez seja importante sair de perto, ir para longe só para reconhecer que o desejo sempre esteve ali e não era uma coisa boba. Talvez eu precisasse era sair de mim para reconhecer aquilo que eu sempre soube que queria.
O bom é que esse meu lugar no mundo continuará lá me esperando e sei que na minha chegada serei recebida com a magia dos dias bem vividos...ah! Capão a saudade já não cabe em mim.
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