Tem dias que é um vazio sem fim. Por mais que se olhe a luz demora a brilhar. Tem dias que o pensamento vaga sempre no mesmo pensamento, impedindo que os novos pensamentos venham para dissipar a sensação ruim.
Nessas horas eu me pergunto, de que vale se remoer? De que vale martelar o mesmo pensamento, quando novas vibrações estão a nos rodear loucas por trazer a novidade. Eu não sei. Só sei que ser humano é difícil, justamente porque ser humano nos faz ter atitudes, pensamentos que nem sempre condizem com a nossa escolha de vida mas que fazem parte da gente.
Nesses dias de vazio, acho que o melhor é dar vazão para que ele cumpra o seu papel e saia aos poucos trazendo a multidão, as cores, as conversas, os pensamentos, as vozes, os abraços, os beijos, o perdão, o eu nunca mais vou fazer isso, o eu prometo, o eu sou humano e não sei o que estar por vir.
Eu fico com o vazio e com o cheio. Com a multidão e uma pessoa só. Com o que eu sou e com o que eu quero ser. E que venha mais vida!
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
E a vida....
Só passei para dizer que passei o dia todo pensando na vida e não cheguei a conclusão nenhuma. Estranho seria se eu tivesse chegado, que graça teria já ter a resposta, não passar pelo friozinho na barriga?
Estou comemorando porque o novo está chegando e junto com ele a felicidade.
Eu quero é mais, muito mais...... vida bem vivida.
E a vida o que é, o que é?????
Estou comemorando porque o novo está chegando e junto com ele a felicidade.
Eu quero é mais, muito mais...... vida bem vivida.
E a vida o que é, o que é?????
quarta-feira, 4 de março de 2009
Carnaval
Depois de um tempo sem postar nada, hoje me deu vontade de escrever.
Passei o carnaval em Recife e Olinda, depois de anos de planejamento e tentativas. Junto comigo foram algumas pessoas que também há anos sentiam a mesma vontade. O que posso dizer é que o carnaval foi excelente, não que o de Salvador não seja. O que houve de diferente foi a sensação de estar em outro lugar e de curtir um carnaval diferente, mas não considero menos popular ou participativo. Claro que existem as peculiaridades, em Pernambuco toda a programação é aberta, não é necessário pagar bloco ou camarote. Os shows são de altíssimo nível e a possibilidade de curtir diversos ritmos, manifestações, grupos artísticos, pólos é fantástica. Mas o que é mais bonito no carnaval é a alegria das pessoas, é o esquecer da vida durante 05 ou 04 dias. É ser outra parte de si mesmo. É tomar todas e passar a semana seguinte em recuperação ou em ressacas carnavalescas. É trocar beijos, abraços e nem se quer saber o nome da pessoa. É festejar a vida, a cidade, os artistas. É tirar aquela fantasia do armário e levar para avenida. Enfim, o carnaval nos faz diferente ou será que usamos a desculpa da festa da carne para soltar os outros eus guardados em cada um de nós?
Depois do carnaval a vida parece que começa a tomar o seu rumo. O ano de fato começa e com ele uma sensação de estranhamento. Depois de passarmos quase uma semana festejando a carne, veja o quanto é estranho parar tudo para pensar na vida, nas dívidas (inclusive as adquiridas no carnaval), no trabalho, no resto do ano, no que é necessário fazer, nos compromissos sociais. O carnaval surge como um momento anestésico que separa o real do imaginário e depois dele a vida "real" se mostra com toda a sua capacidade de sugar, de nos tirar do mundo da fantasia e nos trazer para as "responsabilidades".
Ai que saudade da festa da carne, quando tudo é mais normal do que os dias que se passam na vida real e no mundo real. Resta agora trazer para o resto do ano os confetes e purpurinas que eu guardei para lançar mão nas horas em que a vida nos pede um pouco mais de seriedade. Quero, esse ano, colocar mais leveza em tudo o que eu puder tocar.
"Depois do carnaval a carne é algo mortal com multa de avançar sinal" Raul Seixas
Passei o carnaval em Recife e Olinda, depois de anos de planejamento e tentativas. Junto comigo foram algumas pessoas que também há anos sentiam a mesma vontade. O que posso dizer é que o carnaval foi excelente, não que o de Salvador não seja. O que houve de diferente foi a sensação de estar em outro lugar e de curtir um carnaval diferente, mas não considero menos popular ou participativo. Claro que existem as peculiaridades, em Pernambuco toda a programação é aberta, não é necessário pagar bloco ou camarote. Os shows são de altíssimo nível e a possibilidade de curtir diversos ritmos, manifestações, grupos artísticos, pólos é fantástica. Mas o que é mais bonito no carnaval é a alegria das pessoas, é o esquecer da vida durante 05 ou 04 dias. É ser outra parte de si mesmo. É tomar todas e passar a semana seguinte em recuperação ou em ressacas carnavalescas. É trocar beijos, abraços e nem se quer saber o nome da pessoa. É festejar a vida, a cidade, os artistas. É tirar aquela fantasia do armário e levar para avenida. Enfim, o carnaval nos faz diferente ou será que usamos a desculpa da festa da carne para soltar os outros eus guardados em cada um de nós?
Depois do carnaval a vida parece que começa a tomar o seu rumo. O ano de fato começa e com ele uma sensação de estranhamento. Depois de passarmos quase uma semana festejando a carne, veja o quanto é estranho parar tudo para pensar na vida, nas dívidas (inclusive as adquiridas no carnaval), no trabalho, no resto do ano, no que é necessário fazer, nos compromissos sociais. O carnaval surge como um momento anestésico que separa o real do imaginário e depois dele a vida "real" se mostra com toda a sua capacidade de sugar, de nos tirar do mundo da fantasia e nos trazer para as "responsabilidades".
Ai que saudade da festa da carne, quando tudo é mais normal do que os dias que se passam na vida real e no mundo real. Resta agora trazer para o resto do ano os confetes e purpurinas que eu guardei para lançar mão nas horas em que a vida nos pede um pouco mais de seriedade. Quero, esse ano, colocar mais leveza em tudo o que eu puder tocar.
"Depois do carnaval a carne é algo mortal com multa de avançar sinal" Raul Seixas
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